Presos de Altamira são mortos dentro de caminhão durante transferência para Belém; Segup e MP apuram o caso

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Presos de Altamira são mortos dentro de caminhão durante transferência para Belém; Segup e MP apuram o caso

Quatro participantes da briga entre facções foram encontrados mortos com sinais de sufocamento, segundo a Susipe. Eles pertenciam à facção que começou a briga e atacou rivais em prisão.

Quatro envolvidos na briga entre facções que resultou no massacre do presídio de Altamira foram mortos durante o transporte para Belém, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup). Com isso, o número de mortos no confronto chega a 62.



O governo do Pará apura as circunstâncias em que os crimes ocorreram. As mortes foram entre entre os municípios de Novo Repartimento e Marabá, entre as 19h terça-feira (30) e 1h na quarta (31). Os presos eram levados algemados dentro de um caminhão, dividido em duas celas.

Os corpos foram encontrados na manhã desta quarta (31) com sinais de sufocamento, conforme informou a Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe). O órgão não deu detalhes de como ocorreu o sufocamento.

Por volta de 16h de quarta-feira, o governo divulgou o nome dos mortos:

  1. Dhenison de Souza Ferreira
  2. José Ítalo Meireles Oliveira
  3. Valdenildo Moreira Mendes
  4. Werik de Sousa Lima

De acordo com a Segup, os mortos são da mesma facção (Comando Classe A) e ocupavam a mesma cela no Centro de Recuperação Regional de Altamira. Foi essa facção que atacou integrantes do Comando Vermelho, facção rival. Os outros 26 presos que estavam no veículo e que seriam levados para a capital foram colocados em isolamento e serão ouvidos pela polícia.

O caminhão tem quatro celas e a capacidade para até 40 presos –no momento dos crimes, 30 eram transportados. O Estado informou que não possui caminhão com celas individuais.

De acordo com a Segup, 21 presos já estão em Belém. Todos chegaram na terça-feira (30). Dezesseis são líderes de facções e dez deles irão, posteriormente, para o regime federal, os demais serão redistribuídos nas penitenciárias estaduais.

O governo do Estado confirmou a chegada de 40 agentes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) em Belém na tarde desta quarta, para atuarem em atividades de guarda, vigilância e custódia de presos.

MP acompanha o caso

O Ministério Público do Pará (MPPA) divulgou uma nota informando que está acompanhando as investigações sobre a rebelião e que instaurou um inquérito civil para apurar as mortes ocorridas no presídio. A nota disse ainda que o MP passou a acompanhar as investigações sobre a morte dos quatro detentos durante a transferência. “O MP reforça ainda que acompanha de perto todos os desdobramentos e investigações necessários ao esclarecimento dos fatos e responsabilização criminal, cível e administrativa conforme apurado”, disse.

Massacre no presídio

Um confronto entre facções criminosas dentro do presídio de Altamira causou a morte de 58 detentos. Na segunda-feira (29), líderes do Comando Classe A (CCA) incendiaram cela onde estavam internos do Comando Vermelho (CV). De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), 41 morreram asfixiados e 16 foram decapitados. Na terça, mais um corpo foi encontrado carbonizado nos escombros do prédio.

Após as mortes, o governo do estado determinou a transferência imediata de dez presos para o regime federal. Outros 36 seriam redistribuídos pelos presídios paraenses.


Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considera o presídio de Altamira como superlotado e em péssimas condições. No dia do massacre, havia 311 custodiados, mas a capacidade máxima é de 200 internos. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, dos 311 presos, 145 ainda aguardavam julgamento.

noticiastodahora.com

fonte: g1.com

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