Riachão do Jacuípe

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14 de junho de 2019
Capela do Alto Alegre
14 de junho de 2019

Riachão do Jacuípe

Riachão do Jacuípe é um município brasileiro do estado da Bahia situado a 186 km de distância da capital estadual, e pertencente à Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 33 403 habitantes, sendo o segundo município mais populoso da RMFS entre 16 municípios. Área da unidade territorial (km²) 1.190,196. Riachão fica situada as margens do Rio Jacuípe e tem uma economia voltada para a pecuária e agricultura, destacando-se o rebanho bovino e suíno e a extração da fibra de sisal para exportação, juntamente com Candeal são os únicos municípios da Região Sisaleira pertencente a RMFS, e tem como principal rodovia a BR 324.

História

Origens históricas

O município foi criado pela Lei Provincial nº 1.823 de 1º de agosto de 1878. Elevado á categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe. Nesta data, o então distrito de Riachão foi elevado à categoria de vila (o que equivale a município atualmente).

Segundo o historiador Luís Henrique Dias Tavares, a conquista do território baiano começou na primeira metade do século XVI.

Diversos sertanistas penetraram no interior baiano, por volta do século XVII, com várias finalidades, tais como: guerrear com os índios, capturar índios ou escravos fugitivos, procurar minérios e pedras preciosas. Em consequência, recebiam grandes lotes de terras, denominadas sesmarias.

A Casa da Ponte era o centro de uma propriedade de 160 léguas do Morro do Chapéu até o rio das Velhas e pertencia a Antônio Guedes de Brito, primeiro Conde da Ponte. Era doação do rei de Portugal em retribuição aos serviços prestados por seu pai na expulsão dos holandeses e a ele mesmo, concedendo-lhe o título de Mestre-de-Campo e Regente do São Francisco. Ele deveria expulsar ladrões de gado, contrabandistas de ouro, negros aquilombados e outros aventureiros.

As terras do Conde da Ponte limitavam-se no município de Riachão do Jacuípe com as propriedades de João Peixoto Viegas, a terceira maior fortuna fundiária da Bahia no período colonial.

Dessa sesmaria foi desmembrada uma área de terra para João dos Santos Cruz, que a transformou numa fazenda de criação de gado denominada Riachão.

 Primeiras aglomerações urbanas

O tradicional histórico do município não oferece datas ou outras referências mais precisas em tomo da penetração primitiva. Apenas a tradição oral fornece elementos para a formação de algumas suposições mais prováveis, como a de terem sido remanescentes de alguma “bandeira” que aqui penetrou na fase colonial, século XVI.

Seu povoamento deve-se à localização à margem esquerda do Rio Jacuípe, onde se verificou a fixação primitiva do elemento branco. Na região do rio Tocós foram encontrados vestígios da cultura indígena. A tradição oral informa ter sido ali o local de fixação de índios “tocóios”, de onde derivou o nome do rio. O nome Jacuípe é de origem indígena, donde se conclui que o povoamento se deu, inicialmente, com os índios que se fixaram às margens dos rios Tocós e Jacuípe, onde desenvolveram uma agricultura de subsistência.

Sabe-se que as famílias mais antigas de Riachão eram os Gonçalves e os Mascarenhas provavelmente de origem portuguesa, e os Vasconcellos de origem Franco-Espanhola.

Em 1950, as primeiras aglomerações urbanas eram:

  • A sede com um registro de 1.552 habitantes;
  • Vila de Candeal, com 875 habitantes;
  • Vila de Gavião, com 390 habitantes; e
  • Vila de Ichu, com 426 habitantes.

Figuravam ainda no município de Riachão os povoados Alto Alegre com 183 habitantes (nos dias atuais já elevada a cidade com o nome de Capela do Alto Alegre), quilômetro 90, atual município denominado Nova Fátima, com 343 habitantes, Pé de Serra, com 335 habitantes e atualmente cidade com mesmo nome, Chapada com 300 habitantes, e Barreiros com 173 habitantes.

Havia outros povoados com menos de 100 habitantes: São João, Casa Nova e Ponto Chique. Em divisão administrativa, atualmente o município é constituído do distrito sede, do distrito de Barreiros e dos seguintes povoados: Chapada, Vila Aparecida, Terra Branca, Ponto Novo, Baixa Nova, Campo Alegre, Descanso, Malhador, São Francisco, Salgado, Santana, Pedrinhas, Chapadinha, Barro Preto, Sitio Novo, Maraíba, Açude, Vila Guimarães, Primeira Malhada, Almas, Baixa da Areia, Lagoa da Parede, Lagoa da Caiçara, entre outros.

Desmembramentos

  • Lei Estadual datada de 17 de dezembro de 1890, fica criada a Vila de Conceição do Coité (Conceição do Coité), desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe.
  • Pelo Decreto Estadual nº 1.766 de 30 de julho de 1962, fica criado o município de Ichu, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;
  • Pela Lei Estadual nº 1.683 de 23 de abril de 1962, fica criado o município de Candeal, desmembrando-se, do município de Riachão do Jacuípe;
  • Pela Lei Estadual nº 4.409 de 19 de março de 1985, fica criado o município de Capela do Alto Alegre, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;
  • Pela Lei Estadual nº 4.410 de 19 de março de 1985, é criado o município de Gavião, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;
  • Por Lei Estadual nº 4.411 de 19 de março de 1985, fica criado o município de Pé de Serra, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;
  • Por Lei Estadual nº 5.022 de 13 de junho de 1989, cria o município de Nova Fátima, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe.

Política

Poder executivo

Relação de todos os ex-prefeitos do município desde 1878.

Intendentes de 1878 e 1928

  • 1878 – Tenente Coronel Marcolino Gonçalves Mascarenhas
  • 1893 – Olegário Ribeiro Lima
  • 1912 – Cônego Henrique Américo Freitas
  • 1918 – Cônego Henrique Américo Freitas
  • 1923 – Coronel Louis Aurélio Vasconcellos Ney
  • 1926 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima
  • 1927 – Padre Argemiro Guimarães (faleceu no mesmo ano, quem substituiu foi Coronel João Paulo da Silva Carneiro)
  • 1928 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima

Prefeitos de 1929 em diante

  • 1929 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima
  • 1946-1950 – João Morais Filho
  • 1951-1955 – Coronel Aurélio Rodrigues Mascarenhas
  • 1955-1959 – Pedro Paulo da Silva (faleceu em 07.04.1957) substituído por José Abraão Carneiro. Eleição indireta da Câmara de Vereadores elege Joaquim Carneiro da Silva (Quincas do Pé de Serra)
  • 1959-1963 – Orlando Marinho Carneiro, tirou licença por 40 dias em seu lugar assumiu o Professor Altino Melo.
  • 1963-1967 – João de Oliveira Campos
  • 1967-1971 – Eliel Martins (faleceu em 12 de maio de 2000)
  • 1971-1973 – João de Oliveira Campos em 11.09.1971 viajou para fazer tratamento de saúde no Rio de Janeiro, foi substituído pelo Presidente da Câmara Sr. Izauro de Souza Ferreira (faleceu em 12 de janeiro de 2012)
  • 1973-1977 – Gildásio Oliveira Souza
  • 1977-1983 – José Aloir Carneiro de Araújo
  • 1983-1988 – João de Oliveira Campos
  • 1989-1992 – Valfredo Carneiro de Matos
  • 1993-1996 – José Raimundo Carneiro Martins
  • 1997-2000 – Herval Lima Campos (faleceu em 9 de junho de 2010)
  • 2001-2004 – Valfredo Carneiro de Matos (faleceu no dia 5 de janeiro de 2005)
  • 2005-2008 – Lauro Falcão Carneiro (PMDB)
  • 2009-2012 – Lauro Falcão Carneiro (PMDB)
  • 2013-2016 – Tânia Regina Alves de Matos (PDT)
  • 2017-2020 – José Ramiro Ferreira Filho (PSD)

Jacuipenses ilustres

  • Olney São Paulo, cineasta;
  • Pedro Lima, boxeador, medalhista de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2007;
  • Del Feliz, cantor de forró.

Fonte: wikipedia.org/

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